Apneia do sono

A apneia do sono é uma doença grave e progressiva. Pode provocar pressão alta, infarto do miocárdio, arritmias cardíacas, derrame cerebral, além de aumentar em sete vezes o risco de acidente de trânsito. Considerada problema de saúde pública, a apneia está classificada entre as doenças que mais matam no mundo. A hipertensão arterial é encontrada em 70% a 90% dos que sofrem do problema. No Brasil, a apnéia afeta 8,5 milhões de pessoas ou 5% da população.
 
Caracterizada pelo fechamento repetitivo da passagem do ar pela garganta durante o sono, a apneia pode interromper a respiração por até 40 segundos. O indivíduo tem pequenos despertares que interrompem o sono, prejudicando o descanso. 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Os principais sintomas da doença são os roncos e a sonolência diurna. Em muitos casos, o paciente não percebe esses sintomas. A sonolência diurna ocorre devido a vários episódios de apneia que levam o paciente a acordar. A fragmentação do sono impede que o mesmo progrida para as fases mais profundas, onde o descanso é maior. 

OUTROS SINTOMAS
•Acordar com sensação de sufocamento; 
•Acordar com dor no peito ou desconforto; 
•Acordar pela manhã com a boca seca ou dor de garganta; 
•Dor de cabeça ao acordar; 
•Irritabilidade;
•Dificuldade de concentração; 
•Problemas de memória; 
•Impotência sexual; 
•Sonolência diurna excessiva
•Ansiedade
•Depressão 

CONSEQUÊNCIAS DA APNEIA
A apneia pode causar uma série de problemas graves:
•Hipertensão 
•Derrame cerebral
•Doenças cardíacas

Tipos de apneia
Na verdade existem dois tipos de apneia do sono, a causada por uma rara disfunção do sistema nervoso central - a Apnéia Central - e aquela mais comum em todo o mundo - a Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono - causada principalmente pela obesidade (a gordura fecha o canal da faringe), mas também por problemas anatômicos específicos, como hipertrofia de amígdala e/ou adenóides (tamanho exagerado da amígdala e/ou adenóides - especície de amígdala faríngea, atrás do nariz). A Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono atinge em sua maior parte homens, sobretudo obesos e mulheres após a menopausa, porém, também pode ser de origem hereditária, atingindo inclusive crianças. 

EXISTE TRATAMENTO?
Sim. O tratamento vai depender dos sintomas e de sua gravidade. Existem alternativas não-cirúrgicas e cirúrgicas. Perda de peso, no caso de pacientes obesos, e evitar dormir na de barriga para cima são outras recomendações. 

Cirurgia uvulopalatofaringoplastia
O tratamento cirúrgico está sempre indicado para a remoção de obstáculos e correção de distúrbios anatômicos que dificultem a passagem de ar.
Chamada de uvulopalatofaringoplastia, a cirurgia remove o excesso de tecido na parte posterior da garganta. Este tecido pode ser o causador do bloqueio das vias respiratórias durante o sono. 
A eficiência do resultado cirúrgico é avaliada através da polissonografia, que é realizada no pré e pós-operatório.
A primeira intervenção cirúrgica desenvolvida para a síndrome foi descrita por Fujita em 1981, quando realizada isoladamente, leva à melhora em 87% dos casos, considerando-se como critério de melhora a redução de 50% do número de apnéias e hipopnéias. 

Indicação da uvulopalatofaringoplastia 
Se você tem apnéia do sono e não teve sucesso no tratamento ou não tolera o CPAP ou outro tratamento alternativo.
Se você tem saúde suficiente para passar por um procedimento cirúrgico.
A cirurgia é indicada para tratar apnéia do sono em casos de anormalidades anatômicas que contribuem para a apnéia do sono.

Como é o tratamento da apneia com CPAP?

O aparelho CPAP é semelhante a uma máscara de inalação que auxilia a respiração durante o sono. A pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é o tratamento mais eficaz e com maior comprovação científica para a síndrome da apnéia obstrutiva do sono. A máscara de silicone possui uma ventoinha blindada e é acomodada no nariz gerando uma pressão positiva transmitida à faringe que se abre para a passagem do ar. 
Indicado para tratar apnéia pela primeira vez em 1981, o CPAP tornou-se um termo conhecido na década de 90. 
Antes de começar a utilizar o CPAP é preciso ajustar o aparelho e isso só deve ser feito durante a polissonografia. A medida visa quantificar ou titular a menor pressão que mantenha a passagem de ar, com o paciente dormindo em todos os estágios. Na maioria dos casos, pressões baixas e confortáveis, entre 5 e 10 cmH2O, são suficientes para impedir o ronco e o fechamento da via aérea superior durante o sono. 
O CPAP resolve a apnéia se for usado no tempo total de sono. O paciente que usa a máscara por algumas horas, quatro dias por semana, torna-se assintomático, mas continua exposto a riscos que ainda não foram quantificados. O tratamento correto afasta o risco de problemas cardiovasculares, melhora o ronco e a pressão arterial. 
A escolha do CPAP
- Ao escolher o aparelho discuta com o médico, já que algumas características do equipamento devem ser levadas em conta:
• tipo de corrente elétrica que o aparelho utiliza
• consumo de energia elétrica
• capacidade de funcionar com bateria
• presença de umidificador
• tamanho do aparelho e o barulho que produz
• presença de monitores que registram, entre outros parâmetros, a ocorrência de apnéia 
• capacidade de se ajustar a diferentes altitudes
• preço
-O uso de uma máscara adequada e confortável auxilia para o sucesso do tratamento.
-O tamanho da máscara deve ser adequado às suas características faciais.
- Não há necessidade que a máscara seja da mesma marca do fabricante do aparelho de CPAP. 
- Você pode escolher entre dois tipos de máscara: nasal (envolve somente o nariz) ou a facial (envolve o nariz e a boca).
- Se optar pela máscara nasal é importante saber que a respiração, durante a noite, deverá ser feita exclusivamente pelo nariz, com a boca fechada

Como funciona o tratamento com o aparelho intraoral?

Conhecidos como posicionadores mandibulares, os aparelhos intra-orais conseguem auxiliar nos casos considerados leves ou moderados. São usados como coadjuvantes da terapia para o ronco e apnéia ou, ainda, quando os demais tratamentos convencionais não apresentam bons resultados.
Os posicionadores mandibulares trabalham pelo avanço mandibular, afastando e tencionado os tecidos da garganta e aumentando a tonacidade da musculatura da região. Desse modo, impedem que os tecidos da orofaringe colapsem, causando a apnéia. Os aparelhos também devem estabilizar a mandíbula impedindo que ela “caia” durante à noite, o que faz com que a língua se posicione posteriormente, invadindo o espaço aéreo.


Recomendações para pacientes com apneia


*perder peso

*evitar álcool 

*evitar dormir de costas (barriga para cima)

*evitar refeições pesadas antes de dormir

*evitar bebidas cafeinadas no mínimo quatro horas antes de dormir (chá, café, chocolate)

*Não fumar

*evitar comer no meio da noite

*evitar privação de sono *procurar manter um horário constante para dormir e acordar *controlar infecções, inflamações, principalmente das vias aéreas

Enxaqueca tem maior incidência na mulher

Enxaqueca tem maior incidência na mulher 

Conviver com aquelas sensações desagradáveis causadas pela enxaqueca, como dor pulsátil e zumbido nos ouvidos, não é tarefa fácil. Principalmente para as mulheres que enfrentam o estresse e a correria do dia a dia. Apesar do problema também atingir os homens, a incidência da enxaqueca é maior nas mulheres. Tudo se deve ao fator hormonal, em particular o hormônio estrogênio. Antes da adolescência a incidência de enxaqueca é similar entre o sexo feminino e o masculino, mas após a puberdade um número maior de mulheres passa a apresentar enxaqueca em relação aos homens. A proporção é de seis mulheres para cada homem. 
Estudos revelam que 65% das mulheres apresentam crises de enxaqueca mais intensas e de maior duração durante a época menstrual. A enxaqueca pode ocorrer apenas na fase pré-menstrual ou durante a menstruação. Muitas mulheres têm o problema durante todo o mês, mas pioram neste período. 
Muitas também passam a apresentar crises de enxaqueca no primeiro trimestre da gravidez ou imediatamente após o término da mesma. Entretanto, quase 70% das mulheres com enxaqueca melhoram, isto é, apresentam decréscimo da freqüência e intensidade das crises, durante o segundo e terceiro trimestres da gestação. Para as que apresentam crises durante a gravidez recomenda-se repouso recostado no leito, compressas geladas na cabeça e técnicas de relaxamento. Se as crises são freqüentes o tratamento preventivo deve ser aventado, mas sempre com orientação de médico consciente e que leve em conta os riscos e a necessidade do uso do medicamento. 
Após a menopausa muitas mulheres apresentam melhora em relação à enxaqueca. Devido à queda da produção de estrogênio e consequentemente da variação de seu nível sanguíneo durante o mês, após a menopausa, grande parte passa a ter menos da freqüência da dor. Homens após andropausa também tendem a melhorar e não raro a enxaqueca desaparece nesta fase da vida. Apesar de muitas pacientes melhorem no pós menopausa, outras continuam com o quadro e outras ainda apresentam exacerbação da dor. Estudos indicam que : 


• 62% das pessoas melhoram da dor de cabeça com a menopausa
• 20% mantem as características da dor inalteradas 
• 18% relatam a piora da dor

A enxaqueca - acontece quando os vasos sangüíneos da cabeça ficam muito dilatados ou muito estreitos (contraídos). É mais freqüente em mulheres e havendo tendência familiar. Os sintomas da enxaqueca são: 

Dor mais intensa ou apenas em um dos lados da cabeça 
Náuseas e vômitos 
Dor pulsátil 
Você vê pontos pretos ou brilhantes 
A dor piora com a luz e melhora no escuro 
Zumbido nos ouvidos 
Dor de cabeça por alteração dos seios da face: 

Os seios da face se localizam sob as bochechas (ou maçãs do rosto), ao redor dos olhos e no nariz. Quando sob pressão, podem causar a dor de cabeça. Pode ocorrer em qualquer pessoa, sendo comum em pessoas com rinite alérgica. A dor acomete a testa, maçãs do rosto e o nariz, e piora quando você movimenta a cabeça para baixo ou pressiona os seios da face. 

 

Insônia

A insônia é caracterizada pela incapacidade de começar a dormir ou de manter o sono. Como a insônia não é uma doença, mas um sintoma é preciso descobrir a causa. A maioria dos casos tem ligação com distúrbios psicológicos como depressão e ansiedade. A apnéia do sono e a mioclonia noturna (contrações musculares involuntárias nas pernas durante a noite, devido a alterações neurológicas) também podem causar insônia.
Consumo de álcool e café, horários irregulares de dormir, medicamentos estimulantes, períodos de estresse, além da prática de exercícios físicos antes de dormir podem provocar a insônia. 
Segundo estimativas, 25% dos adultos sofrem algum período de insônia ao longo de um ano. Deste total, 5% apresenta o problema de forma crônica. 
O problema pode ocorrer de três formas. A chamada inicial faz com que a pessoa tenha dificuldades para pegar no sono, a intermediária é responsável pelo sono interrompido de forma constante e a insônia terminal provoca o despertar muito antes da hora de acordar. Após tratar a causa, a insônia desaparece. 
A idade avançada e o sexo feminino estão associados com o aumento do risco de insônia. As mulheres têm um risco de insônia pelo menos 1,3 vezes maior do que os homens. O risco de insônia também é maior nos idosos. Geralmente, pessoas com mais de 65 anos de idade têm, aproximadamente, 1,5 vezes maior probabilidade de apresentar insônia em relação aos jovens. Além disso, os idosos têm maior probabilidade de apresentar insônia crônica e dificuldade em manter o sono. 

Dicas - Os insones devem retirar a televisão do quarto. Caso esteja passando algum programa interessante, será difícil conseguir começar a dormir ou continuar o sono interrompido. 
Os livros interessantes, que prendem a atenção do leitor, devem ficar longe da cama do insone. Ele pode se empolgar e só dormir quando terminar a leitura. No caso de o sono ser interrompido a recomendação é que o insone leia apenas livros que considere ''sem graça''. 
Outra opção para quem tem dificuldades para começar a dormir é fazer exercícios ao entardecer. Quatro horas depois da malhação, a temperatura do corpo começa a baixar e isso provoca preguiça e sono. Mas lembre-se, fazer exercícios tarde da noite pode atrapalhar ainda mais o insone, pois ele só conseguirá pegar no sono durante a madrugada.

Aquele que acorda de madrugada e não consegue mais dormir deve esperar por 30 minutos na cama e evitar ficar ansioso. Depois disso, o ideal seria levantar e fazer uma leitura leve. Nada de televisão! Quem quiser poderá tomar uma xícara de leite quente, pois a substância liptofano presente no leite ajuda o sono. Os benefícios de uma boa noite de sono são indiscutíveis, porém como fazer para dormir melhor? Desligar-se dos problemas e simplesmente relaxar!


Insônia atinge 40% das mulheres

Para quem valoriza uma boa noite de sono e busca qualidade de vida, a insônia pode ser um pesadelo. O problema afeta cerca de 30% da população mundial e as mulheres são as mais atingidas. O distúrbio causa sofrimento e um em cada três adultos não consegue dominar o cansaço e obter um descanso reparador. 
O médico Shigueo Yonekura, especialista em distúrbios do sono pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), explica que a insônia pode ser classificada em três categorias. A transitória é a mais comum e geralmente se manifesta em momentos que antecedem um acontecimento importante como, por exemplo, um exame ou entrevista de trabalho. A insônia de curto prazo persiste durante várias semanas e surge de uma situação de estresse ou crise. Já a crônica pode trazer muitos transtornos e sofrimento por meses e até por anos. 
Independente da categoria, a insônia pode ser tratada e curada. A automedicação não é aconselhável e quando o problema supera a categoria de curto prazo é preciso buscar o auxilio de um médico. Mas, poucos insones se tratam, aproximadamente 30% falaram do distúrbio com um médico. Dos que sofrem de insônia 25% tem dificuldade de iniciar o sono, 36% de manter o sono, 24% sofrem de um despertar precoce e 40% despertam cansados.
De acordo com Yonekura, que também é administrador do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba, um terço da humanidade tem tendência à insônia e cerca de 40% das mulheres têm o problema. 
Algumas dicas podem ajudar a amenizar a situação. Medidas simples podem deixar o quarto convidativo para uma boa noite de sono e afastar substâncias e atitudes estimulantes. Evitar assistir televisão no quarto, deixar o ambiente escuro e confortável, ir para a cama somente na hora dormir, não fazer uso de álcool próximo ao horário de dormir, não exagerar em café, chá e refrigerante, fazer exercícios físicos em horários adequados e nunca próximos à hora de dormir e não levar problemas para a cama.
Um alongamento relaxante antes de dormir deveria fazer parte da rotina das pessoas. Yonekura comenta que as dores causadas por tensão muscular dificultam o sono e um alongamento deixa os músculos mais relaxados. Outra atitude que ajuda no combate à insônia é manter uma rotina regular, como horários certos para comer, tomar banho, dormir e acordar.

Jet Lag

Aquele desconforto causado por viagens mais longas, com mudança de fuso horário, tem um nome específico: "jet-lag". 
As conseqüências do “jet-lag” ou síndrome de mudança rápida de fuso horário vão de dificuldade de iniciar o sono até a sonolência excessiva, passando pelo cansaço, falta de atenção, irritabilidade e alterações do hábito intestinal.
O “jet-lag” é mais acentuado quando a diferença de horário entre o ponto de partida e o destino é superior a quatro horas. A cada hora de diferença, é necessário, em média, um dia para a adaptação completa.

Como prevenir o jet-lag?
Uma maneira de driblar em parte o problema é começar a adaptação antes mesmo do embarque. Tente calcular os horários nos quais deveria estar almoçando e jantando no país para onde viajará e passe a seguir essa rotina. Outra dica é tentar marcar a viagem proporcionando o desembarque durante o dia, para poder expor-se ao sol e começar a adaptação ao fotoperíodo (tempo ao qual o corpo fica exposto à luz natural) o mais rápido possível. 

Narcolepsia

A narcolepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono. É um tipo de dissonia.
O sintoma mais expressivo é a sonolência diurna excessiva, que deixa o paciente em perigo durante a realização de tarefas comuns, como dirigir, operar certos tipos de máquinas e outras ações que exigem concentração. O problema faz com que a pessoa passe a apresentar dificuldades no trabalho, na escola e, até mesmo, em casa.
É comum portadores da narcolepsia passarem a vida inteira sem se darem conta que o seu quadro é motivado por uma doença, sendo tachados por todo esse tempo de preguiçosos e dorminhocos. 
As manifestações da narcolepsia, principiando pela sonolência diurna excessiva começam geralmente na adolescência.
A narcolepsia é um distúrbio do sono que pode trazer conseqüências individuais, sociais e econômicas graves. De origem genética, a doença também pode estar associada a outros distúrbios do sono.
A síndrome narcoléptica consiste de cataplexia e outros fenômenos REM (sono com a presença de movimentos rápidos dos olhos), como paralisia do sono e alucinações hipnagógicas. A cataplexia é a perda do tônus muscular reversível, usualmente deflagrada por emoção intensa, que ocorre durante o estado de vigília. Nas transições de vigília para o sono, o paciente com narcolepsia apresenta com freqüência paralisia do sono, que é a incapacidade de mover-se ou falar, além de alucinações visuais. A cataplexia, a paralisia do sono e as alucinações hipnagógicas são manifestações patológicas do sono REM.

Parassonias

São decorrentes da ativação do sistema nervoso central. As mais comuns são despertar confusional, terror noturno, sonambulismo, bruxismo e enurese noturna.

Bruxismo - Mais de 20% dos homens, mulheres e crianças rangem os dentes de forma inconsciente durante o sono. Algumas vezes o problema pode ser dental, mas na maioria das vezes é um problema nervoso. Há um método muito simples que vem causando satisfação para mais de 75% das pessoas afetadas por este distúrbio, quando praticado por um período de três semanas. Durante o dia, deve-se contrair as mandíbulas por um lapso de 5 a10 segundos. A operação deve ser realizada dez vezes por dia. Existem também moldes plásticos confeccionados por dentistas que preservarão os dentes e evitarão ruídos.

Sonambulismo - Caminhar e falar dormindo são características do sonambulismo. Estudos indicam que 3% dos adultos, sem distinção de sexo, caminham dormindo regularmente. O problema atinge muitas crianças. Este distúrbio ocorre durante a fase de sono mais profundo e leva o indivíduo de um estado de inconsciência a uma zona de despertar psicológico parcial. O sonambulismo tem causa genética, assim como os pesadelos noturnos e a transpiração copiosa. Uma em cada cinco pessoas fala dormindo e isto acontece durante a fase mais leve do sono. A conversa geralmente não tem sentido, mas sim palavras soltas e respostas sem sentido.

Sonilóquio - É a emissão de fala ou outro som durante o sono, sem que exista noção crítica, subjetiva e simultânea do evento. As características do sonilóquio podem variar desde sonos ininteligíveis, palavras isoladas, frases incoerentes, até o enunciar claro de sentenças. Geralmente dura um minuto e ocorre esporadicamente. Em crianças os sonilóquios são normais e passageiros. 

Terror noturno – Considerado um severo distúrbio do sono, o terror noturno pode provocar violentos movimentos corporais, agitação extrema, gritos, gemidos, falta de ar, suor, confusão e, em alguns casos, fuga da cama ou do quarto, comportamento destrutivo e agressões. O problema ocorre durante a fase do sono não-REM, geralmente dentro de uma hora após o sujeito ir para a cama. O paciente geralmente é incapaz de se lembrar de qualquer coisa após o acontecido. Pode coincidir com sonambulismo, em cujo caso andar e correr ocorre em conjunção com gritos, saltos e agitação violenta. 
Durante o ataque de terror noturno, existe uma superativação do sistema nervoso autônomo simpático, incluindo dilatação das pupilas, sudorese, aumento nas taxas respirátórias e cardíaca, além de aumento na pressão arterial. 
Como distinguir o terror noturno e o pesadelo?
A intensidade do episódio e o horário em que acontece podem distinguir. O terror noturno e o pesadelo. O terror noturno acontece de maneira súbita no início da noite. 

Enurese noturna - É a perda involuntária de urina durante o sono, numa idade em que o controle urinário já deveria estar presente (a partir dos 5 anos). Os episódios miccionais ocorrem geralmente durante o sono profundo. Em cerca de 70% dos casos é de origem genética. Alguns medicamentos são eficazes para reduzir a freqüência das micções. 

Ronco

O ronco é causado pela vibração que ocorre quando o ar encontra dificuldades para passar pela garganta ou pelo nariz. 
Há alguns anos, o roncar durante o sono era considerado uma fatalidade intratável, era visto como algo banal e inocente. Na verdade o ronco pode ser um sinal de alerta, um indicador do estado neuromuscular do paciente. Evitar considerá-lo apenas humorístico representa o primeiro passo para o entendimento de sua complexidade. Na realidade, quem ronca dorme mais placidamente. Mas, com certeza, seu eventual acompanhante não.

Riscos e conseqüências - O ronco pode ser um sintoma da apnéia do sono (pequenas paradas respiratórias enquanto dormimos). O risco de pressão alta em quem ronca chega a dobrar após quatro anos com o problema. Também está associado à obesidade e até mesmo diabetes, elevando o risco de infarto agudo do miocárdio ou ainda acidente vascular cerebral. 
Como se não bastasse os graves riscos à saúde, o ronco costuma provocar mau hálito. Por ser uma forma de respiração bucal, aumenta o ressecamento da mucosa oral, acelerando a descamação das células. 
O ronco e o mau hálito trazem um profundo prejuízo para a vida conjugal, familiar, social e profissional. 

Causas - O fenômeno central para o surgimento do ronco consiste na garganta flácida. O tono dos músculos da garganta se reduz, levando progressivamente ao contato das paredes que gera vibração e o ruído característico. O sono, além de provocar relaxamento muscular, altera a coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da garganta. Normalmente, a inspiração inicia pelos músculos da asa do nariz e propaga-se pela faringe, laringe e parede torácica, até alcançar o diafragma. Suspeita-se que os roncadores sofram uma perda dessa coordenação herdada geneticamente.
Além disso, fatores anatômicos como obesidade, queixo pequeno, mordida estreita, céu da boca (palato) em formato de ogiva, amídalas e adenóides aumentadas, enfim, tudo que estreite a passagem do ar e facilite o contato entre as paredes da garganta propiciará o ronco.
O problema tende a se agravar com a idade, consumo de bebidas alcoólicas ou medicamentos ansiolíticos.

Dados - Aproximadamente 45% dos adultos normais roncam, pelo menos ocasionalmente, e 25% são roncadores habituais. 

Tratamento - O tratamento do ronco pode ser bastante simples. Para os casos iniciais, a mudança de posição pode ser suficiente. Dormir de barriga para cima é a posição que mais causa ronco. Elevar a cabeceira, com tacos sob os pés da cama soma-se ao efeito da posição. Evitar álcool e refeições pesadas antes de dormir pode resolver o problema por algum tempo. 
O uso de aparelhos orais ou procedimento cirúrgico pode ser necessário, dependendo do grau de ronco. 

Síndrome das Pernas Inquietas

A Síndrome das Pernas Inquietas causa sensações desagradáveis e angustiantes nas pernas, sobretudo na região da panturrilha, e um impulso ao mover estes membros, levando a movimentos descontrolados. Mais de 400 milhões de pessoas sofrem da Síndrome das Pernas Inquietas nos países ocidentais e a incidência é maior entre as mulheres. Entre as principais causas estão a deficiência de vitaminas, ferro, cálcio e magnésio, doenças renais e fatores genéticos. 
A síndrome também pode provocar angústia, insônia, sonolência excessiva durante o dia, cansaço e irritabilidade, além de déficit de concentração e memorização. O diagnóstico é feito através de exame clínico e polissonografia.
O tratamento da SPI deve ser individualizado, de acordo com os sintomas de cada paciente. O tratamento inclui medidas não-farmacológicas, que ajudam a aliviar os sintomas, e o uso de agentes farmacológicos como pramipexol, medicamentos antiparkinsonianos e benzodeazepínicos. 
O paciente com SPI também deve evitar cafeína, tabaco e álcool. Medidas como exercícios físicos e massagem podem aliviar os sintomas.
 

Sono na depressão

Grande parte das pessoas com depressão sofre com a alteração do sono. Cerca de 90% dos pacientes relatam alguma perturbação e as queixas mais comuns são dificuldades em iniciar o sono, vários despertares durante a noite sem conseguir voltar a dormir e despertar precoce. Durante uma depressão os ciclos de sono ficam desregulados, remanejando as fases de sono profundo e paradoxal.

CAUSAS DA DEPRESSÃO
A depressão é causada por um defeito nos neurotransmissores responsáveis pela produção de substâncias como a serotonina e endorfina, que nos dão a sensação de conforto, prazer e bem-estar. Fatores como predisposição genética ou experiências vivenciadas na infância ou na fase adulta podem desencadear a doença. 
Entretanto, problemas na família, limitações físicas, perda de entes queridos também são, em muitos casos, responsáveis pelo início da depressão. 

PRINCIPAIS SINTOMAS
Perda de interesse
Tristeza
Perda de energia
Falta de atenção 
Angústia 
Sono alterado
Perda da libido Frustração 
Desânimo
Falta de apetite Ansiedade 
Perda de prazer
Idéias de suicídio 
Irritabilidade 
Baixa auto-estima
Visões pessimistas
Estresse 
Abuso de álcool

DEPRESSÃO AUMENTA RISCO DE INFARTO
Quando se fala em infarto as pessoas logo se preocupam com níveis elevados de colesterol, hipertensão, tabagismo e sedentarismo. Mas, a emoção passou a ser considerada fator relevante. Os efeitos negativos dos fatores emocionais sobre os males do coração merecem destaque, já que uma pesquisa divulgada pela Federação Mundial de Cardiologia revela que 45% dos enfartados têm quadros depressivos em seu histórico. E, caso a depressão não seja tratada, o risco de um novo infarto é cinco vezes maior em relação a quem não sofre da doença. 
*A depressão é a doença que mais cresce no mundo
*Estima-se que 17% das pessoas adultas sofram de uma doença depressiva em algum período da vida
*A depressão afeta 1 em cada 5 mulheres e 1 em cada 10 homens
*O problema atinge 1 em cada 10 jovens no mundo
*A doença é tão comum e importante quanto à hipertensão e asma
*Estimativas sugerem que pelo menos 70% dos suicídios ocorrem devido à depressão
*Um dos fatores alarmantes da depressão é o desconhecimento. O indivíduo deprimido sofre muito e sua falta de interesse pela vida costuma ser vista como preguiça ou falha de caráter. 

COMO TRATAR E COMBATER A DEPRESSÃO?
As pessoas com depressão grave precisam de atenção médica. Um plano completo de tratamento pode incluir psicoterapia e medicamentos antidepressivos bastante eficazes, com melhora significativa na qualidade do sono e tristeza. Para muitos pacientes, o exercício pode ser outro elemento importante. Durante a atividade física, o organismo libera endorfina que auxilia no combate à depressão. Depois de duas semanas, o paciente fica estimulado com os resultados alcançados através dos exercícios e o organismo começa a reagir.

DICAS PARA O PACIENTE COM DEPRESSÃO?
Ir ao médico regularmente: o médico avalia os progressos e ajusta a medicação se necessário;
Tomar sempre a medicação: mesmo quando os sintomas começam a melhorar é necessário continuar com a medicação indicada pelo médico;
Não se isolar: os pacientes com depressão devem manter atividades normais no dia a dia e procurar conviver com outras pessoas;
Cuidar de si próprio: comer alimentos saudáveis e dormir bem, além de praticar exercício físico (diminui o stress e ajuda a relaxar);
Evitar o álcool e drogas: a utilização destas substâncias pode atrasar ou mesmo impedir a recuperação.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que até 2020 a depressão - atualmente a quinta causa de incapacidade e perda de qualidade de vida no mundo - salte para a segunda posição. Por isso, tratar inadequadamente ou deixar de tratar a doença pode ocasionar muitos prejuízos