Você sabe o que é Síndrome das Pernas Inquietas?


A síndrome causa sensação de inquietação e vontade irresistível de movimentar as pernas. Normalmente ocorre quando a pessoa está dormindo, atrapalhando a qualidade do seu sono.  Como consequência, passa o dia sonolento, cansado e irritado.
De acordo com Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina do Sono de Campinas e Piracicaba, a sensação é bastante parecida com o que os pacientes descrevem como "coceira nos ossos", "alfinetadas", formigamento" ou "insetos caminhando pelas pernas". Há uma grande urgência em mexer as pernas e, às vezes, pode acontecer também nos braços, em casos mais graves.
A genética pode influenciar no aparecimento dos sintomas. Nesse caso, a síndrome é chamada de primária. Outros fatores podem contribuir para o surgimento das síndromes secundárias. Gravidez é um deles. Nessa época, principalmente durante o terceiro trimestre, cerca de 15% das mulheres desenvolvem o problema. Mas pode ficar calma: os sintomas desaparecem logo após o parto. Deficiência de ferro, com ou sem anemia, também podem colaborar com o avanço dos sintomas, assim como doenças crônicas (neuropatia, problemas renais, diabetes, artrite reumatóide e Mal de Parkinson).
Algumas atividades como banho quente, massagens, técnicas de relaxamento, trabalhos manuais ou que mantenham a mente ocupada podem ser benéficas para quem sofre da síndrome.
De acordo com Yonekura, a síndrome das pernas inquietas pode começar em qualquer idade e piorar com o tempo. Afeta ambos os sexos, mas a incidência é maior entre as mulheres. "O distúrbio é três vezes mais comum no sexo feminino", alerta o especialista. Está comprovado que o tipo de vida, certos hábitos e costumes podem piorar os sintomas de SPI. Por isso, uma boa higiene do sono deve ser seguida: encontre o melhor horário para dormir e acordar e mantenha-o todos os dias. Fadiga e sonolência só vão atrapalhar ainda mais o seu dia.
Diagnóstico
O diagnóstico de SPI é clínico, fundamentado na descrição dos sintomas e avaliação dos reflexos, a sensibilidade ao toque e a intensidade da dor.
A polissonografia e a dosagem dos teores de ferritina e tranferrina, substâncias que transportam o ferro no sangue periférico, são exames que ajudam a confirmar o diagnóstico.
Tratamento
Mudanças de hábito são a peça fundamental para aliviar os sintomas. Um conjunto simples de medidas podem melhorar a qualidade do sono e corrigir a condição que pode estar causando a síndrome:
Evite bebidas alcoólicas e que contêm cafeína, como café, chá mate, chá preto, refrigerantes, chocolate. Alie isso à abolição do fumo e prática de exercícios físicos. Tenha um ambiente acolhedor na hora de dormir: quarto quieto e escuro, sem televisão ou computador. Caso tome algum medicamento, peça orientação ao seu médico. Certos antidepressivos, remédios contra náusea, antipsicóticos e anti-histamínicos podem causar reações que levam à SPI.
Algumas atividades como banho quente, massagens, técnicas de relaxamento, trabalhos manuais ou que mantenham a mente ocupada podem ser benéficas para quem sofre da síndrome. No entanto, é bom lembrar, que tudo vai depender da gravidade dos sintomas de cada pessoa.
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