Excesso de peso favorece ronco e apneia do sono

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Além de estar associada ao colesterol alto e diabetes, a obesidade pode provocar ronco e ser fator de risco para a apneia do sono, que está presente principalmente em homens com idade entre 40 e 60 anos. Por isso, o controle de peso pode ser fator determinante para evitar problemas com noites mal dormidas. 

De acordo com o neurologista do Instituto de Medicina do Sono de Campinas e Piracicaba, Shigueo Yonekura, a grande parte dos pacientes com apneia, que é caracterizada pelo fechamento repetitivo da passagem do ar pela garganta durante o sono, tem gordura abdominal e circunferência do pescoço aumentadas. “O excesso de gordura corporal aumenta o volume em torno da traqueia e os músculos da língua, tornando a respiração mais difícil à noite, quando o corpo está mais relaxado”, explica. 

As paradas respiratórias podem provocar múltiplos despertares à noite, o que leva a pessoa a não ter um sono reparador. O distúrbio pode comprometer a qualidade de vida e levar a consequências mais graves, como hipertensão, arritmia cardíaca, infarto e derrame cerebral.

A obesidade pode levar à apneia, mas o inverso também ocorre. Em muitos casos, o distúrbio pode causar excesso de peso, isso porque a sonolência diurna leva a hábitos de vida mais sedentários e diminui a capacidade física. 

Os pacientes que procuram tratamento para a obesidade, principalmente os que apresentam gordura no tórax e abdômen, devem informar ao médico se roncam ou não quando dormem. A partir da informação, provavelmente será recomendado à pessoa a realização do exame chamado “polissonografia” para avaliar a existência ou não da apneia do sono.

Segundo Yonekura, a redução de peso pode ajudar a melhorar o distúrbio, mas há uma variedade de tratamentos para a apneia do sono e o mais apropriado depende da história clínica de cada pessoa e da severidade da desordem. Em alguns casos, é indicado o uso do CPAP, um aparelho que através de pressão positiva força a entrada de ar nas vias aéreas temporariamente obstruídas e impede a falta de oxigenação cerebral. Ele diz que pode-se recorrer, ainda, à cirurgia para a remoção de obstáculos e correção de distúrbios anatômicos que dificultam a passagem de ar, além do uso de próteses orais que evitam a queda da língua para trás.